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Setembro

Suplementação do cálcio e das vitaminas D e K para a osteoporose

A doença afeta principalmente mulheres no período pós menopausa e causa fraturas importantes

A osteoporose é uma doença caracterizada pela fragilidade óssea, e atinge, principalmente, mulheres em pós menopausa.  Para reduzir o risco de fraturas causada pela osteoporose é indicado a suplementação com cálcio e vitamina D1. O cálcio é um nutriente essencial na regulação do processo de manutenção do equilíbrio do tecido ósseo e tem importante função, especialmente para quem sofre de osteoporose; e a vitamina D, além de seu papel na absorção intestinal de cálcio, exerce ação na musculatura periférica e no equilíbrio, podendo interferir no risco de quedas2. É comum que um paciente com este quadro e fraturas, principalmente no quadril, apresentar deficiência de vitamina D2. Por essas razões é importante a suplementação do cálcio e da vitamina D para a osteoporose1.

Outro ponto importante é a ingestão de vitamina K. Atualmente vem crescendo o número de estudos que enfocam as possíveis relações entre ingestão de vitamina K e doenças ligadas à saúde óssea. Tais estudos evidenciam a importância da ingestão adequada dessa vitamina 2. A deficiência de vitamina K pode prejudicar a atividade das proteínas dependentes dessa vitamina e aumentar o risco de osteoporose e fraturas 3.

A osteoporose tem como impacto clínico a ocorrência de fraturas por baixo impacto e afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos são portadoras de osteoporose. Entretanto estima-se que um homem branco de 60 anos tenha 25% de chance de ter uma fratura pelo mesmo motivo1. Além disso, os custos gerais anuais do tratamento desses eventos superam os 25 bilhões de dólares. As fraturas por osteoporose ocorrem mais frequentemente nas vértebras, no rádio distal (punho) e no fêmur proximal (próximo ao quadril), provocando dor, incapacidade física, deformidades e promovem deterioração da qualidade e expectativa de vida4.

A ingestão adequada de cálcio é recomendada em um programa de prevenção e tratamento da osteoporose, bem como para a saúde óssea geral em qualquer idade, embora as necessidades diárias de cálcio variem conforme a idade4. Teoricamente a suplementação isolada do cálcio pode reduzir os riscos de fratura em 10%. Além disso, a suplementação de cálcio em mulheres entre 35 e 43 anos previne a perda óssea e permite a entrada na menopausa com massa óssea maior1. O Institute of Medicine (IOM), em 2011, estabeleceu as necessidades diárias de cálcio por faixa etária: adultos acima de 50 anos, ingestão diária recomendada de 1200mg, inclusive cálcio da dieta mais suplementos no caso de ingestão alimentar deficiente4.

Já a vitamina D é um pró-hormônio sintetizado na pele pela exposição aos raios ultravioleta B (UVB) da luz solar. As fontes de vitamina D alimentares são escassas e os seres humanos dependem principalmente da produção cutânea pelos raios UVB solares. A vitamina D, produzida na pele ou ingerida, sofre transformações químicas até se transformar em sua forma ativa (calcitriol), com funções na fisiologia dos ossos, especialmente no que se refere à absorção intestinal e ao equilíbrio natural do cálcio4.

Os fatores de risco mais importantes relacionados à osteoporose e a fraturas na pós-menopausa são: idade, sexo feminino, etnia branca ou oriental, história prévia pessoal e familiar de fratura, baixa ingestão dietética de cálcio, baixa densidade mineral óssea (DMO) do colo de fêmur, baixo índice de massa corporal, uso de glicocorticoide oral (por mais de três meses), fatores ambientais, inclusive o tabagismo, ingestão abusiva de bebidas alcoólicas e inatividade física4.

 

 

Fontes:

1 Julio Cesar Gali, Osteoporose, Scielo. Último acesso em 07 de julho de 2021

Ingestão habitual de vitamina K em adultos e idosos, Scielo. Último acesso em 02 de agosto de 2021.

3 Universidade Estadual do Oregon, Instituto Linus Pauling. Último acesso em 2 de agosto de 2021

4 Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa, Scielo. Último acesso em 07 de julho de 2021

 
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